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Considerações políticas: sobre círculos viciosos e sua necessidade de mudanças

Deixemos claro aqui que esse artigo não visa fazer um juízo de valor, ou julgar a escolha de cada pessoa relacionada seu voto, pois defendemos a liberdade e que cada uma faça suas escolhas a partir daquilo que pensam e desejam, propomos apenas a conscientização desse processo, pois escolhas inconscientes nos conduzem a destinos que não queremos.

Por Repórter Bahia em 21/02/2020 às 07:00:00

Foto/André Abreu: Professor Pedraum

Reconstruir é o brado que nos compete! Sendo assim, é mais do que necessário o entendimento da dinâmica eleitoral cujo voto é a cereja do bolo de todo processo, pois é através dele que a comunidade seleciona os funcionários que irão servi-la nos próximos quatro anos.

Portanto é de fundamental importância repensarmos as maneiras com as quais tratamos nosso voto. Ao longo do tempo, nessa jornada do voto direto, secreto e democrático temos assistido as várias formas que pessoas utilizam para "negociar" esse ato de votar, que diga-se de passagem, foi conseguido a duras penas. Essas negociações, algumas tão inescrupulosas que sequer são dignas de serem citadas nesse texto, têm de muitas maneiras decidido os destinos de muitas cidades Brasil afora, ou seja, a escolha daqueles que se colocaram a disposição para serem funcionários do povo, acaba sendo feita mediante frutos de negociatas e compromissos escusos a gestão política pública.

Para ilustrar o que quero dizer, com exemplos clássicos dessas práticas (não vou nem citar a compra e venda de votos) vou usar duas situações que geralmente se depara o candidato que se dirige as pessoas (eleitores) para pedir seu voto. Uma delas é a possibilidade de beneficiamento próprio, isto é, o eleitor que vota em alguém pelo fato desse alguém ter feito algo, ou poder fazer algo por ele (ou sua família) depois que ganhar as eleições, ou seja, não importa quem seja o candidato ou sua capacidade de fazer algo pela comunidade, o que pesa nesse caso é o beneficiamento próprio. Nessa linha de pensamento candidatos que tenham capital, "ricos", largam na frente dos que não tem. Entretanto, vale lembrar que tal prática não deixa de se enquadrar de alguma maneira na venda de votos clássica.

Outra prática recorrente é prometer o voto. Muito se houve nesse sentido, geralmente a pessoa diz que já se comprometeu (ou prometeu seu voto) a alguém, por conta disso não vota numa outra pessoa, essa segunda prática é muito corriqueira, que chega a ser a predileta dos (pré) candidatos, pois acaba se realizando uma verdadeira corrida eleitoral, em termos de visitas e pedidos, é como se disputassem uns com os outros para ver quem consegue essa promessa de voto do eleitor primeiro, nesse ínterim as visitas se multiplicam.

Entretanto devemos considerar que cada qual sabe de si (ao menos teoricamente) e que o voto é pessoal e intransferível, portanto cada um faz o que bem entender dele, porém a reflexão proposta aqui é: nós não deveríamos a partir de nossas escolhas votar em alguém que imaginemos que tenha a capacidade de nos representar, no sentido de trabalhar pelo bem da comunidade? Alguém que possamos exigir que cumpra seu trabalho em prol dos cidadãos, independente de benefícios pessoais ou promessas, alguém que consideremos com capacidade para fazer algo pela melhoria das condições de vida das pessoas.

Deixemos claro aqui que esse artigo não visa fazer um juízo de valor, ou julgar a escolha de cada pessoa relacionada seu voto, pois defendemos a liberdade e que cada uma faça suas escolhas a partir daquilo que pensam e desejam, propomos apenas a conscientização desse processo, pois escolhas inconscientes nos conduzem a destinos que não queremos.

Nesse sentido que buscamos aqui a reflexão a cerca do uso de nossas escolhas, especificamente o voto. É urgente repensar essa relação, é urgente a mudança de perspectiva, o olhar por outro ângulo, a visão em paralaxe. Saliento que a mudança social não está nas eleições e sim na ação de cada indivíduo em benefício da coletividade, contudo, é o que temos no momento, o voto! E, para mais uma vez usar a fala do professor José Henrique de Souza: reconstruir é o brado que nos compete!

Por Professor Pedraum

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