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Ser Político

Quem pode ser político, afinal?

Cada indivíduo deve ter uma postura pró ativa no que se refere às questões políticas da comunidade onde vive, o que consequentemente exigira uma melhor formação e conscientização das pessoas, e assim como com sequência uma transformação social pautada na justiça e na igualdade social e até mesmo criando uma nova forma de organização política, social e econômica.

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Foto/André Abreu: Professor Pedraum


Para entender os aspectos políticos de determinadas realidades, cabe a nós refletirmos acerca dos entendimentos limitados que predominam na sociedade, sobretudo em realidades determinadas como, Gandu por exemplo, como inúmeras outras localidades. O imaginário local tende a entender política apenas como eleições, ou seja, reduz-se todo um conjunto milenar de conceitos e ações, a um momento estanque que se repete de quatro em quatro anos. Bem como a noção do que é ser político, que por sua vez também se perde nessas mistificações desse imaginário provinciano, que acaba apartando a figura do político dos demais "mortais" da Terra.

Sendo assim, como tenho defendido ao longo dos anos na carreira docente, como artista e ativista cultural, entendo política como qualquer ação de qualquer indivíduo dentro de um grupo social que beneficie a comunidade. Dentro dessa perspectiva conclui-se logicamente que qualquer indivíduo é ou pode ser político. Partindo dessa premissa então, afirmo convicto que a postura de que "odeio política", "não me envolvo com política" diversas vezes assumida por muitas pessoas é altamente questionável, uma vez que dessa forma acaba se delegando funções e possibilidades essenciais de transformação social a outras pessoas.

Diante disso, saliento a necessidade de mudança desse paradigma, de que políticos são apenas aqueles eleitos nos processos eleitorais, bem como de que política se resume às eleições. Por sua vez devemos entender que tal situação se deve ao próprio sistema político vigente na atualidade, a democracia representativa, que acaba gerando no meu ponto de vista, esse aspecto negativo. Quero dizer que o fato de nos acostumarmos a escolhermos nossos representantes, acaba nos eximindo das nossas funções políticas e esse é um erro fundamental, porque aparentemente nos tira a responsabilidade quanto aos caminhos a serem percorridos pela administração pública dos recursos dos locais onde vivemos, recursos esses que são frutos das contribuições dos cidadãos, é como investir em algo e não se preocupar com o que vai acontecer com esse algo no qual se foi investido, tal postura é no mínimo irresponsável.

Outro detalhe relevante é o fato de mesmo quando participa-se do processo eleitoral e escolhe seu representante, assim que passa as eleições deixamos esses representantes ao seu bel prazer, não cobramos, não exigimos, não fiscalizamos, passamos ao largo das atitudes tomadas pelos mesmos em nosso nome, pois é exatamente isso que é, os políticos eleitos falam e agem em nome do povo, na condição de seu representante, então seja essa fala, essa atitude boa ou ruim, ela é feita em nome do povo, tendo o escolhido como seu representante ou não.

É nesse sentido que reafirmo convicto a necessidade de nos assenhorearmos das nossas funções políticas enquanto cidadãos (se bem que a noção de cidadania é questionável pra mim, mas posso discuti-la em outro momento) e fomentarmos um sistema democrático participativo, e por que não, uma democracia direta!? Pois dessa maneira exigiria de cada indivíduo uma postura pró ativa no que se refere às questões políticas da comunidade onde vive, o que consequentemente exigira uma melhor formação e conscientização das pessoas, e assim como com sequência uma transformação social pautada na justiça e na igualdade social e até mesmo criando uma nova forma de organização política, social e econômica.



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